Monday, December 05, 2005

Primavera, Verão, Outono, Inverno e ...Primavera

São cinco pedras de uma vida que vemos tecer diante dos nossos olhos, relatada pelo olhar cristalino da câmara, sob o peso dos deuses que protegem e amam, mas também castigam quando é preciso expulsar demónios. Ninguém consegue escapar ao poder das estações e ao seu ciclo anual de nascimento, crescimento e envelhecimento. Nem mesmo dois monges que partilham um mosteiro flutuante, num lago rodeado de montanhas. É que à medida que as estações se vão sucedendo, todos os aspectos das suas vidas são insuflados com uma intensidade que os conduz a uma enorme espiritualidade e à tragédia.

As estações são afinal etapas que marcam a relação entre um velho e sábio monge (Young-soo Oh) e o seu aprendiz.
O cineasta coreano Kim Ki-Duk, ensaia agora um filme que pretende retratar ''a alegria, a ira, a tristeza e o prazer nas nossas vidas ao longo das quatro estações, através da vida de um monge que vive num templo, no Lago Jusan, rodeado apenas pela natureza''.

Monday, November 21, 2005

Arte técnica para comunicar?


A arte é a criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, a sua história, os seus sentimentos e a sua cultura.

A arte pode ser definida como aquilo que não é relacionado directamente com a sobrevivência ou a reprodução, mesmo que reflicta algo sobre essas questões, portanto, sendo desenvolvida apenas quando essas duas primeiras questões estão resolvidas.

A arte é a grande marca do ser humano, é o que nos distingue dos animais pois é através dela que a imaginação e a criação são utilizados para o artistas expressarem os seus sentimentos, sensações, espontaneidade e experiências.
Mas afinal o que é arte? Um monte de lixo é arte? Uns rabiscos são arte? Umas pessoas aos saltos são arte?
Tudo isto transmite qualquer coisa, ou somos todos hipócritas e continuamos a viver a história do rei vai nu?

Thursday, November 17, 2005

The sonic and visual experience

Um borrão colorido de luzes projectado numa chuva esplêndida, visto através do pára-brisas. O calor de uma tempestade tropical levanta-se da estrada enquanto um carro se dirige para o tráfico da cidade. Uma mulher solitária continua num anel de fogo. Os cavalos correm fervorosamente á volta da pista do hipódromo. Nós estamos em constante movimento. Sem palavras. Sem história. Apenas flutuando livremente. Tudo o que importa é sentir, ouvir, ver. Esta sensação é "La Revancha del Tango Live".

site: http://www.gotanproject.de/flashcards/la-revancha-del-tango-live/

Wednesday, November 16, 2005

DE GUTENBERG A PIMPINHA

Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398. Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa. O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes.

Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.

No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se – como o nome indica – de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.

Ela diz, no início “O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas – como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board”. Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a transcrever o que ela escreve:

“Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador.”

Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito. Quando se pode ser, em suma, rico.

Adiante. Ela diz: “A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada”. Calma – esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.

Adiante. Diz Pimpinha: “Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais – e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!”

DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar. Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.

Mesmo no final, a colunista remata dizendo: “Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes – já estamos todos fartos dos lançamentos, “cocktails” e festas em terra”.

Aprecio aqui duas coisas: a utilização do “já estamos todos”, como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo: “Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, ‘cocktails’ e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste ‘todos’ ou então vai tomar banho antes, e logo se vê”.

Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial.

Texto Original: http://www.havidaemmarkl.com/havida.html

Tuesday, November 15, 2005

Atenção Blogger's!!!

Cuidado com o copy – paste, pois Segundo o artigo 6.º linha b, da Lei n.º 53/2005, de 8 de Novembro, o plágio e difamações nos blogges já estão sujeitos á jurisdição do Estado Português sobre o assunto.

Até aqui o que se escrevia nos blogges ainda não se encontrava regulado, mas na lei nº53/2005, de 8 de Novembro que cria a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a situação altera-se podendo os editores dos blogges irem parar ao banco dos réus, como aconteceu já esta semana!.

Por isso o meu conselho é: don’t imitate…inovate

lei: http://www.icp.pt/template20.jsp?categoryId=169204&contentId=307303

Friday, November 11, 2005

Visitar amigos bastante especiais

Todos os amigos das palavras têm agora um local onde podem ser descobertos, um verdadeiro tributo a pessoas que viveram a sua vida a enaltecer a língua Portuguesa.

Cada poeta tem aqui no parque dos poetas em Oeiras uma ilha , pequenos jardins temáticos que acolhem estátuas de poetas, escolhidos por serem representativos da poesia de expressão portuguesa em diferentes épocas. São 10 hectares de espaço verde numa homenagem a 20 poetas do século XX. O Parque dos Poetas implementa um conceito moderno de lazer de qualidade.

Isolation

Histórias cantadas, do que eu não vi

Os Clã editaram o primeiro álbum ao vivo da sua carreira. «Vivo» constitui um fiel depositário das enumeras apresentações ao vivo.

Um espectáculo dos Clã é necessariamente um meio-happening digno de ser assistido. Tendo presentes os parâmetros exigidos no registo de bandas pop, os Clã reinventam-se dentro da enorme amálgama de estilos que conseguem alcançar. Do pop-rock mais esclarecido, ao jazzy-pop, até ao country-fumarento, a banda de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves não teme a colagem entre registos.

Wednesday, November 09, 2005

FestivalL de música e cultura urbana

Música na Cidade

O jazz, o fado e as novas tendências juntam-se, durante as noites de 24, 25 e 26 de Novembro, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, para a realização de "Música na Cidade": a celebração da energia, da diversidade e do cosmopolitismo da música portuguesa.

Garoto, Rodrigo Leão, Paula Oliveira & Bernardo Moreira, Jacinta, Cristina Branco e Camané são o elenco destas três noites temáticas de um novo tipo de festival, preenchido com espectáculos de grande qualidade, concebidos para permitirem uma visão ampla sobre a pluralidade da produção nacional, desde as novas maneiras de encarar a tradição à modernidade de ousadas propostas sonoras.

http://www.ticketline.pt/sinopse.asp?numesp=1990